Recortes

Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. Alexandre Herculano
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Medo


Medo...
Às vezes gostava de te entender melhor e saber a razão pela qual insistes em fazer parte da minha vida.
Nem sempre te reconheço, pois és hábil e escolhes as mais variadas formas para me puxar para ti.
Às vezes surges em sonhos, outras vezes escolhes os pensamentos... Quase sempre penetras um pouco mais em mim. Seja por não me deixares arriscar, seja por me condicionares os momentos de alegria.
Mas o que és afinal? Para que serves? És real ou uma simples ilusão das mentes menos sábias?
Quando era pequena sabia-te de cor. Sabia que só surgias à noite, quando as luzes se apagavam ou quando estava só. Sabia que fazias apenas parte de sensações próprias da infância e que desaparecias com a mesma rapidez com que me assustavas.
Agora és diferente. Tens formas de dor, de ansiedade, de perda... e não preciso sonhar, basta-me respirar.
Tens a forma de quem rouba corações, sonhos ou esperanças.
(...)
A forma do Medo?!
(...)
Pensando bem, tens a forma de algo que me alerta para um longo caminho até uma possível aceitação da ordem natural das coisas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dúvidas sobre o Caminho

Caravaggio, The inspiration of Saint Matthew
Hoje deparei-me com um texto sobre a consciência de tudo o que nos rodeia e a forma como devemos aceitar e agradecer aquilo que faz parte da nossa vida. Trate-se de bom ou mau, de justo ou injusto, deveremos manter uma atitude de aceitação e agradecimento pois tudo tem uma razão de ser, uma aprendizagem a reter.
Gostei do que li e entendi a ordem natural deste processo, mas passado algum tempo outra questão se levantou.
Como posso saber onde chego ao fim da linha? Ou seja, quando me é permitido identificar que determinada situação ou acontecimento já não cabe na linha da compreensão e passa para um plano abusivo e destruidor? Sim, acredito que há males que vêm por bem e eu própria já o pude testemunhar na minha vida. Mas também haverá momentos onde não podemos cruzar os braços perante alguma injustiça que é deliberadamente infligida, sob pena de nos desvalorizarmos a nós próprios...
Ou estarei eu a entender a mensagem da forma totalmente errada?
Help Wanted!