Recortes

Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. Alexandre Herculano

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Medo


Medo...
Às vezes gostava de te entender melhor e saber a razão pela qual insistes em fazer parte da minha vida.
Nem sempre te reconheço, pois és hábil e escolhes as mais variadas formas para me puxar para ti.
Às vezes surges em sonhos, outras vezes escolhes os pensamentos... Quase sempre penetras um pouco mais em mim. Seja por não me deixares arriscar, seja por me condicionares os momentos de alegria.
Mas o que és afinal? Para que serves? És real ou uma simples ilusão das mentes menos sábias?
Quando era pequena sabia-te de cor. Sabia que só surgias à noite, quando as luzes se apagavam ou quando estava só. Sabia que fazias apenas parte de sensações próprias da infância e que desaparecias com a mesma rapidez com que me assustavas.
Agora és diferente. Tens formas de dor, de ansiedade, de perda... e não preciso sonhar, basta-me respirar.
Tens a forma de quem rouba corações, sonhos ou esperanças.
(...)
A forma do Medo?!
(...)
Pensando bem, tens a forma de algo que me alerta para um longo caminho até uma possível aceitação da ordem natural das coisas.

12 comentários:

Enfermeiro disse...

Excelente texto...

beijinho grande

Marise Catrine disse...

Inspirada pelo medo.
;)

Beijocas

Karin disse...

Todos temos medo, é uma condição inerente à nossa existência, e devemos interpretá-lo sempre como algo bom (com cota e medida, claro).
O que era a vida sem o medo?!

“Deixarás de temer quando deixares de ter esperança.” - Seneca

Big Kiss*

Marise Catrine disse...

Mas que bem!!
;)
**

Karin disse...

Apesar das aparências... o meu eu é muito profundo. xD

Claudia disse...

Antes tinhamos os nossos pais para nos protegerem, quando vinha esse medo...agora temos a nossa consciência e os nossos companheiros do caminho, que nos apoiam nesta caminhada...

e eu estou sempre aqui para te acompanhar na fase, qualquer que seja o medo....

beijinhos com mta luz

Marise Catrine disse...

Claudia,

É verdade. Quantas vezes penso que é bem mais fácil quando encontramos companheiros de caminhada (mesmo que nãos os conheçamos pessoalmente).

Obrigada pelas palavras e apoio.

Beijos de Luz.

Marise Catrine disse...

Miss Karin,

Acho muito bem. Mas a menina devia revelar-se mais.

Beijinhos

Shin Tau disse...

Marise

há já algum tempo que não venho cá...ora pois, chego e apanho logo um texto inspirado para mim ;)

A carapuça entrou bem fundo em mim, esta semana vou estar mais atenta, obruigada.

Quanto ao medo, desde que não nos pare, serve para ajudar! Também sinto assim!

Beijocas lindas e maravilhosas para a Amiga linda e maravilhosa

:***

Marise Catrine disse...

Amiguita,

É curioso como há textos dos outros que parecem ir ao encontro de nós próprios... Acontece-me tanto.
QUe os medos nos inspirem!
Obrigada pela tua presença!

Beijocas maravilha!

Viajante disse...

Olá Marise Catrine

A dor e o medo são os sinais de alerta que ao fim de vários milhões de anos nos permitiram chegar até aqui enquanto espécie. Só temos de viver com eles e sobretudo saber interpretá-los

Saudações

O Viajante

Marise Catrine disse...

Viajante,
Excelente ponto! É o que me faz mais falta, saber parar... para interpretar. Hei-de conseguir.
;)

***